segunda-feira, 26 de março de 2012

Canção das secas.



Minha terra têm fome e não têm fubá
as pessoas que aqui sofrem,
voam pra São Paulo feito sabiá.

As crianças barrigudas de comer terra,
aqui têm que trabalhar,
puxar terra, levar baldes...
é sorrir para não chorar.

Nossos bosques são de barro,
nossas mãos cheias de calos,
nossa vida têm mais ardores.

Nossos céus não caem chuvas,
nossos bois não tem mais matos,
nossa gente não tem água,
mas nossos bichos carrapatos.

Não permita  meu Deus, que eu morra
e nem que meu povo morra
de fome, de cansaço, de tanto suportar.

Que alguém socorra, e veja o nosso penar,
minha terra não têm árvores, muito menos sabiá.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Amanhã



Olhar, para o tempo que se foi
Será que existe algo há fazer ainda?
Será que amanhã teremos novamente flores?
Grandes, pequenas, amáveis flores?
Será que irei ouvir minhas velhas músicas? Ou será que surgirão novas?
Será que escreverei algum poema novo?
Será que a minh'alma cantará novamente?

Ou será que irei me perder? me odiar ou me esquecer?
ou então será que as minhas mãos vão estar fortes o suficiente
para abraçar, para trabalhar, para erguer?
E minha mente como será que ela estará?
para agir, para planejar, para pensar?
E meu coração, talvez preparado
para amar, para amar, para amar?....

sábado, 3 de março de 2012

Eternamente... mãe




Mulher que ama, que cuida
mesmo sem forças, ela cuida
me diz quando eu erro, e o que fazer para acertar.

Me mostra corretamente onde devo andar
e se caio, em meus tropeços e vacilos 
junto com as mãos de Deus vêm me levantar.
todos os versos que hoje escrevo vêm do seu sangue 
tudo o que tenho veio do seu suor, da sua luta, do seu sangue.

Mesmo que o tempo passe, em minha memoria eternamente ficará
e nas fotos ficarão as lembranças dos cuidados e carinhos 
com seu amor que nunca me faltou e que nunca me deixará.

Mãe, não há como expressar.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Morre Lentamente - Pablo Neruda


           Esta semana, após o falecimento de uma conhecida minha, que partiu tristemente deixando filhos, marido e netos, me veio a memória este poema de Neruda que me fez lembrar como a vida passa rápido diante dos nossos olhos sem ao menos darmos conta dos nossos erros e acertos, das nossas dores e alegrias, vitórias e derrotas...

Espero que gostem!! Abraços a todos!