Rookmaaker
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Castanho Avermelhado
No campo
caminho
dia após dia
em procura da minha paz.
Eu o encontro
beijo-te e sinto o seu sabor
doce e amargurado
eu ainda guardo o sabor do teu lábio molhado
e a lembrança do teu olhar
castanho avermelhado
pois ao fundo dele, existem ais.
E os teus olhos ardentes e ofegantes
quando procuram os meus olhos cadentes
faz com que eu me sinta por um instante
que sou sonho,
que sou a sua poesia,
que sou um porto seguro no fim do cais.
E me aquecem
como o sol nascente de todos os dias no campo
e por fim encontro
a melhor parte da minha paz.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Olhos tristes
Menino dos olhos tristes,
metarfozeado, trancado em seu castelo.
Corvo que mergulha em sua angustia,
ao despertar de sonhos intranquilos.
Pessadelos, solidões, castigos e denuncias,
alma em lagrimas, que um dia amou,
que foi artista da fome,
Eternamente guardado, quando se lê.
Corvo que após sentir o perfume das flores,
Fecha os seus jovens olhos tristes
e deixa de realmente viver.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Poema
Poema, o que devo escrever?
minhas tristeza, minhas lágrimas?
meus sonhos, minhas alegrias?
meus defeitos?
Poema é algo tão diferente
que não se consegue fazer sem inspiração
sem uma questão.
Poema um secreto desejo do coração
Poema pode ser tão doce como um suspiro, tão amargo como fel
Poema é um bicho estranho,
meio certinho, meio vadio.
Ás vezes se torna um louco,
ás vezes ele se torna marginal,
às vezes ele têm ar intelectual,
outras vezes se torna herói e mocinho.
Poema é escândalo!!!
Poema é leve paz.
Poema é poema e nada mais.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Canção das secas.
Minha terra têm fome e não têm fubá
as pessoas que aqui sofrem,
voam pra São Paulo feito sabiá.
As crianças barrigudas de comer terra,
aqui têm que trabalhar,
puxar terra, levar baldes...
é sorrir para não chorar.
Nossos bosques são de barro,
nossas mãos cheias de calos,
nossa vida têm mais ardores.
Nossos céus não caem chuvas,
nossos bois não tem mais matos,
nossa gente não tem água,
mas nossos bichos carrapatos.
Não permita meu Deus, que eu morra
e nem que meu povo morra
de fome, de cansaço, de tanto suportar.
Que alguém socorra, e veja o nosso penar,
minha terra não têm árvores, muito menos sabiá.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Amanhã
Olhar, para o tempo que se foi
Será que existe algo há fazer ainda?
Será que amanhã teremos novamente flores?
Grandes, pequenas, amáveis flores?
Será que irei ouvir minhas velhas músicas? Ou será que surgirão novas?
Será que escreverei algum poema novo?
Será que a minh'alma cantará novamente?
Ou será que irei me perder? me odiar ou me esquecer?
ou então será que as minhas mãos vão estar fortes o suficiente
para abraçar, para trabalhar, para erguer?
E minha mente como será que ela estará?
para agir, para planejar, para pensar?
E meu coração, talvez preparado
para amar, para amar, para amar?....
sábado, 3 de março de 2012
Eternamente... mãe
mesmo sem forças, ela cuida
me diz quando eu erro, e o que fazer para acertar.
Me mostra corretamente onde devo andar
e se caio, em meus tropeços e vacilos
junto com as mãos de Deus vêm me levantar.
todos os versos que hoje escrevo vêm do seu sangue
tudo o que tenho veio do seu suor, da sua luta, do seu sangue.
Mesmo que o tempo passe, em minha memoria eternamente ficará
e nas fotos ficarão as lembranças dos cuidados e carinhos
com seu amor que nunca me faltou e que nunca me deixará.
Mãe, não há como expressar.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Morre Lentamente - Pablo Neruda
Esta semana, após o falecimento de uma conhecida minha, que partiu tristemente deixando filhos, marido e netos, me veio a memória este poema de Neruda que me fez lembrar como a vida passa rápido diante dos nossos olhos sem ao menos darmos conta dos nossos erros e acertos, das nossas dores e alegrias, vitórias e derrotas...
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